top of page

Balão dos sonhos

Balões dirigíveis povoando o céu de uma tarde de outono

O pensamento voa no sobe e desce dos globos coloridos

Viagem de ventania pelos sentidos em combustão


Balões vazios, ao chão. Panos soltos roçando a face, lambendo a boca, revirando lembranças

Do que quis ser e não fui

Do que podia fazer e não fiz

Das palavras que quis dizer e não disse

Das desculpas que não pedi

Dos amores que não vivi


Acendo o pavio que me resta. Um vento quente insufla quereres, preenche os espaços vazios

Em meio a tantos gases lacrimogênios, alçam voo os balões dos meus sonhos

Do que quis ser e serei

Do que podia fazer e farei

Das palavras que quis dizer e direi

Das desculpas que pedirei

Dos amores que viverei


Porque sonhos não envelhecem


Inspirado na letra da música Clube da esquina II, de Milton Nascimento e Lô Borges


76 visualizações

Posts recentes

Ver tudo

Fingi-dor

Publicações
bottom of page