Sem alarde
- 6 de fev.
- 1 min de leitura

Não era o primeiro a chegar
também não era o último
ficava no meio.
Lugar pouco disputado,
onde ninguém posa
e quase ninguém repara.
Enquanto alguns se apressavam em brilhar
e outros reclamavam da falta de luz
ele aguardava.
Não parecia esperar nada específico
talvez só o tempo exato em que algo se revela
sem fazer alarde.
Foi assim que aprendi:
Nem toda claridade quer vencer a noite
algumas só querem caber dentro dela por um instante
e depois seguir
Vagalumeando


Linda prosa poética de uma talenttosa cronista encontrando novo espaço em sua inspiracão
como um feixe de luz na percepcão dos sentimentos diversos do ser nosso de cada dia...