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CATDOG

Diferenças de personalidade sempre foram um tema intrigante para uma grande parte das pessoas. Inúmeros estudos procuram teorizar sobre o assunto, diferentes correntes de pensamento trabalham com a questão da formação do chamado self. Na busca de autoconhecimento, horas, dias e anos de terapia são dedicados ao entendimento dos porquês de nossas atitudes, sentimentos, maneiras de lidar com relacionamentos e situações de vida.

 

Para quem tem essa curiosidade, muitas vezes a tentação de buscar explicações em fórmulas mais simplistas e prontas é grande. E daí o interessado se vê frente a uma oferta variada de maneiras de identificar sua persona baseadas em modelos e pesquisas, na maioria das vezes sem nenhum rigor científico.

 

Talvez uma das definições dos tipos de personalidade mais conhecida e usada no universo corporativo seja a proposta pelas pesquisadoras estadunidenses Katharine Cook Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers. Em 1943 elas criaram os tipos de personalidade MBTI – do inglês Myers–Briggs Type Indicator, baseadas nos tipos psicológicos do psiquiatra Carl Jung. Os testes MBTI identificaram 16 tipos de personalidade pela combinação de 4 fatores: Extroversão (E) x Introversão (I) Sensorial (S) x Intuição (N) Razão (T) x Sentimento (F) Julgamento (J) x Percepção (P). Atualizado em 1962, continua sendo um dos métodos mais confiáveis e utilizados no ambiente corporativo. Hoje em dia está disponível para a aplicação via web, porém com uma versão não oficial e simplificada.

 

Talvez o teste MBTI tenha sido o pontapé inicial para a proliferação de modelos voltados à identificação de perfis psicossociais por meio de questionários de autopreenchimento. Hoje em dia povoam as redes sociais, com mais de 100 mil adeptos em cada um.

Com pequenas diferenças de rotulagem das personas, esses testes rápidos procuram identificar o que compõe cada tipo psicológico a partir de cinco grandes traços (os Big Five): Abertura, Conscienciosidade, Extroversão, Amabilidade e Neuroticismo.

 

Só para ilustrar um deles, a psicóloga e blogueira PHD Elisabeth Scott criou sua enquete para identificar o Big Five, a partir das seguintes autodefinições:

Você se considera:

-          Otimista ou pessimista

-          Perfeccionista

-          Viciado em adrenalina

-          Se preocupa demais

-          Resiliente

-          Um comunicador assertivo

 

Essas autodefinições podem, porém, ser enviesadas por uma falta de autocrítica ou mesmo de consciência de quem realmente somos. Qual seria então a forma mais simples de matar a curiosidade sobre nossa personalidade?

 

A chave está no próprio título dessa crônica: CatDog

Em uma conversa recente de que participei, alguém levantou o tema da diferença entre gatos e cachorros. Isso me acendeu a ideia de fazer um paralelo com os seres humanos e escrever essa crônica.

 

Descobri que é possível distinguir as pessoas rapidamente por sua maior proximidade com um desses dois animais e essa seria uma forma de identificação da personalidade, baseada em algo que desconstrói qualquer racionalização – um componente emocional, sensorial, que é inegável. O gostar, se sentir mais próximo de um cachorro ou de um gato.

 

O estudo das características desses animais sugere que uma típica pessoa de cachorro, e que se identifica com um, pode ser descrita como “leal, direta, gentil, fiel, útil e um jogador de equipe”. Enquanto isso, pessoas que tipicamente se assemelham mais aos gatos são mais “graciosas, sutis, independentes, inteligentes, pensativas e misteriosas

 

Uma pesquisa online com mais de 4.500 pessoas descobriu que aqueles que se autoidentificaram como “pessoas de cachorro” são mais extrovertidas, agradáveis ​​e conscientes em comparação com aqueles que se autoidentificaram como “pessoas de gato”. As pessoas que se identificaram como gatos também estavam mais abertas à experiência, e eram, de certa forma, mais ousadas, e ferinas do que as pessoas que se identificaram como um cachorro.

 

Além disso, as pessoas de cães tendiam a não diferir muito daqueles que também se identificavam como um cão. Já as pessoas de gato tendiam a diferir visivelmente de todos os outros de seu grupo, sugerindo que este tipo de pessoa acaba por se destacar mais no meio de uma multidão.

 

Fácil, não? Não há necessidade de teste, de algoritmo, de nada. Só escolher com que tipo de Pet a gente se identifica mais e tá ali a definição da nossa persona.

Mas aí fiquei pensando... e quem se identifica com os dois? Então me lembrei de uma série de animação antiga da Nickelodeon que durou entre 1998 e 2010 e se chamava CatDog.

Dois irmãos siameses: um Gato inteligente e ranzinza e um Cão idiota e alegre convivendo no mesmo corpo.

Hummmm...

 

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1 Comment


golfnegocios
Jan 08

Catdog e Eu moro em mim mesma, mais duas obras excelentes da escritora que não paro de admirar. Que sigam as obras para deleite dos que amamos a literatura, a vida e que agradecemos as oportunidades de topar con os talentos e a beleza de seres especiais. G.P.

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