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A culpa do descanso

há 4 horas
1 min de leitura

Domingo à tarde, Severo olhou para a poltrona da varanda.

Titubeou.

Será que não seria bom aproveitar para tirar toda a roupa do armário e decidir o que pode ir para doação?

Titubeou.

— Hoje, acho que não.

Então, por que não fazer uma limpeza nos boletos que chegaram e organizar tudo nas pastas?

Titubeou.

— Deixa pra lá. Não é prioridade.

Colocar as roupas na máquina para adiantar o trabalho de amanhã?

Titubeou.

— Bobagem. A faxineira fará isso.

Então poderia pegar aquele livro que estava tentando terminar havia tempos.

Titubeou.

— Humm... sem vontade.

E se simplesmente se sentasse na varanda, sem fazer nada?

Titubeou.

— Mas... como é isso?

 

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